segunda-feira, 31 de agosto de 2009

let's play!

Não gosto de situações cômodas, apesar de fazer parte delas. Sempre preferi incertezas, juntar peças e ver o que se encaixava ao final. Já faz algum tempo que tento colocar algumas peças em seus devidos lugares, porém a cada dia que passa esse quebra-cabeça parece não ter um fim. E como a minha personalidade me entrega, esse meu jeito impaciente de ser, nos últimos dias, fechei uma caixa com essas peças dentro e disse "tanto faz", "já não estou mais nem aí".
Só que, mais uma vez, o meu jeito me entregou. Não consigo sair perdendo em um jogo. Especialmente em jogos assim, em que regras não existem. Não adianta tentar fugir ou me enganar, como deixar para trás algo que não consegui por completo? Não faz sentido. Sai correndo, busquei a caixa com todas as peças mal encaixadas, e disse a mim mesma que terminaria o que deveria ter sido feito há tempos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

organiza(n)do.

Minha vida, na maioria dos dias, é como um pilha de latas em uma seção de supermercado. Sempre tudo em ordem, as latas todas empilhadas umas em cima das outras. Organizadas e alinhadas. Vez ou outra, porém, vem um menino arteiro e tira uma das latas de baixo da minha pilha de latas. A do meio! E, em questão de segundo, está tudo no chão. Impossível manter a pilha alinhada. É, está tudo desorganizado por aqui. Ando triste. A criança teimosa passou por aqui um dia desses e levou o que queria. Tirou uma lata e foi embora. Sei que vou ficar bem. As coisas sempre se ajeitam. Mas dá um trabalho danado organizar tudo de novo. Ter de pegar lata por lata e empilhar tudo de novo. Uma a uma.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

"Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir o nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar..."

Caio Fernando Abreu, sempre.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

do mundo das (ir)responsabilidades!

Quando eu era mais nova, sempre sonhei com os meus dezoito anos. Imaginava como seria a minha vida de quase adulta e me deliciava com os planos que fazia. Independência, essa era a palavra que mais aparecia nos meus planos. Pensei que caminharia, como cantou Caetano um dia, contra o vento, sem lenço e sem documento. E que minha vida seria regada a muita festa e que eu estaria cercada de amigos tão legais quanto eu sonhava em ser. Em meus planos secretos, os meus dezoito anos selariam a minha vida de cinema americano, em que tudo são flores e problemas são resolvidos como em um passe de mágicas. Aliás, problemas não faziam parte dos meus dezoito anos, isso é coisa de gente velha. Enfim, quem diria que agora, no auge dos meus dezoito anos, as coisas estariam como estão? Estou satisfeitíssima no conforto da minha casa, me sinto protegidíssima sob as asas do meu pai e não me vejo sem os mimos da minha mãe. Agora na posição em que me encontro, consigo entender que depender de alguém, de cuidados e proteção, não implica em não poder ser livre, entende? Eu vejo de forma clara que posso, sim, ser livre, mas depender de alguém. Complicado, né? Mas adolescentes tem dessas coisas, e eu não consigo me livrar dessa mania adolescente de complicar, mesmo que seja uma simples explicação (já comentei aqui que estou em uma fase "descomplica"? Então, na parte da explicações ainda não consegui). A parte do sonho em que eu estaria sempre em alguma festa diferente e com uma turma bem hardcore, como eu, eu não preciso nem comentar... troco fácil qualquer festa badalada por uma reuniãozinha com os famosos "poucos e bons". Agora que já estou com os meus quase dezenove, percebi que tem dias que por mais que esteja cercada de amigos hardcores (é só uma expressão, não tenho amigos hardcores, felizmente ou infelizmente, não sei), eu me sinto sozinha. E não são os amigos da festa que me arrancam da solidão, mas, sim, os daqui de casa, que sempre achei que, nos meus dezoitão, seriam os primeiros a serem deixados para trás. Estranho, né? Quando a gente é mais novo tem dessas coisas de achar que sair de casa é bom, que ser independente é largar tudo e viver de som e poesia. E a ilusão de que quando eu completasse os meus dezoito anos os meus supostos problemas iriam correnteza a baixo? Santa ignorância! Com os meus dezoito anos e meio os meus problemas não só não acabaram, como triplicaram. E a desvantagem é que eu não mais uma mocinha que pode dar birra e sentar no chão esperando que as coisas caiam do céu. Os meus dezoitos anos se transformaram em uma responsabilidade que eu sempre quis evitar. E eu que jurei que não me encaixaria nos padrões, que seria rebelde até o fim, estou jogando a toalha e hasteando a bandeira branca. É isso, quero paz. Nada de planos de fuga, de manifestações e de maluquices pré-adolescentes regendo a minha vida.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Viver pra contar!

Acho que se me perguntassem como eu me sinto hoje, eu diria com todas as letras que me sinto VIVA. Me sinto viva porque mais do que nunca estou vendo o quanto minha vida vale a pena e o quanto pequenos gestos de doçura são suficientes para arrancar sorrisos imensos. É invejável a capacidade de algumas pessoas de deixar uma pessoa bem só com um sorriso. E é indescritível se sentir bem só de olhar para um sorriso especial. Resolvi dar o valor que cada um merece. A tal da reciprocidade, sabe? Parei de colocar um peso maior do que realmente pesa nos meus problemas. Não vale a pena supervalorizar uma situação que traz desconforto e se martirizar por um erro do passado. Isso eu aprendi na prática: reconheçamos nossas culpas, mas nos condenarmos por isso é pura bobagem. Não só não resolve nada, como aumenta nossa dor. E em relação a problemas, o melhor a ser feito é buscar a solução mais simples para resolvê-los. Também por experiência própria: sempre achei que caminhos mais longos e soluções mais drásticas eram mais eficazes, mas vai por mim, não é! Não adianta complicar. Pelo contrário, estou buscando, agora, descomplicar a minha vida. É isso: descomplicar!
Sei lá, uma sensação tão boa tomou conta de mim que tive que vir aqui escrever. Confesso, não é o tipo de coisa que eu gosto de escrever, mas eu sinto tão bem e tão viva que precisava deixar registrado isso aqui. Tem uma propaganda da coca-cola (apesar da minha "pulseira" ser da fanta) que diz assim: "contagie o mundo com o que você tem de melhor", então, deixo aqui o meu melhor sorriso. E um abraço pra Carol Lopes, uma das pessoas responsáveis por essa sensação boa que tomou conta de mim.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

encarar a vida com-(cor)-ação!
=)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Palavra de ordem: mudança!