Provas, trabalhos, seminários, final de semestre. Menos tempo, menos ânimo, menos liberdade. Eita! O tempo encurtou ou nós é que o encurtamos? E em meio a tanta correria, a tanto tumulto, ainda me sobra um tempinho para abrir aqui e escrever alguma coisa. Por mais que não saia nada, que todas as minhas idéias e pensamentos estejam voltados para Sócrates, Platão, o início da Filosofia, as diretrizes educacionais dos anos 60, 70, 80 e 90, ainda sim é bom abrir aqui e escrever. E eu acho que quem encurtou o tempo fui eu, então, vou tratar de correr atrás do tempo que ainda resta, que eu tenho uma prova agorinha e outra amanhã cedo.
Aaahhh! E eu não estou reclamando não, viu? Pelo contrário, eu até gosto dessa correria toda. Dá a impressão que minha vida é dinâmica demais, moderna demais. E eu acho bacana essa coisa toda de mulher moderna, bem resolvida e estudada! =p
quinta-feira, 18 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
dias sim, dias não...
E um belo dia você olha para trás e percebe que já não é mais aquela menininha mimada de sempre, entende que as fantasias são descontruídas e refeitas de uma maneira incrível, vê que alguns bons amigos já não são mais tão amigos assim, que aquela pessoa inesquecível nem mora mais nas suas lembranças e pensamentos, compreende que aquelas suas verdades inquestionáveis caíram por terra e que suas teorias foram refutadas a tempos. E você já não enxerga mais aquela bondade que enxergava em alguém, já não guarda os mesmos segredos e nem tenta realizar os mesmos planos. É, tem um dia que a ficha cai e você se dá conta de que perdeu mesmo aquela pessoa querida, que os velhos tempos não voltam mais, que as conversas mudaram, as expectativas são outras e que o melhor dia da sua vida nem foi tudo aquilo que pareceu ser. Você nota que o perfume já não é mais o mesmo, as roupas mudaram, o corte de cabelo, as vaidades, até as normas gramaticais mudaram. E um dia, meu bem, você entende que a vida continua. Que ela não para um segundo. E que por mais que você queira voltar atrás, as mudanças são inevitáveis.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
paralelamente, nós.
linhas paralelas me perturbam, sabia?
gosto de pensar que elas progridem na mesma direção, mas fico inconsolável por nunca presenciar o encontro das mesmas.
er, mas o que isso tem a ver, não é?
gosto de pensar que elas progridem na mesma direção, mas fico inconsolável por nunca presenciar o encontro das mesmas.
er, mas o que isso tem a ver, não é?
quinta-feira, 4 de junho de 2009
cenas do meu filme em branco e preto...
Sabe aquelas cenas que você imagina pra sua vida, mesmo sabendo que nunca vai acontecer? Aquelas dignas de filme que se eternizam. Um dia de sol, nos esbarraríamos, todos os meus livros de Filosofia e História Moderna cairíam no chão. E nós teríamos tanta, mas tanta coisa pra falar um pra o outro, que não falaríamos nada. Bastariam os olhares, o suspiro e o jeito que você me tomaria em seus braços e me daria um beijo, daqueles de cinema mesmo. E no som do corredor que estaríamos, começaria a tocar Bublé, claro. E nosso beijo marcaria o (re)começo de nossas vidas. Depois, sorrindo, um riso que estava preso a tanto tempo, você diria: "Vem ser feliz comigo?" E eu responderia: "Hoje e em todos os outros dias da minha vida". E nós dois casaríamos - na praia, como eu sempre quis -, teríamos uma filha linda, a Clara, e um filho lindo, o Téo, e viveríamos a vida toda juntos.
Ah, oi, vida real? Voltei.
Ah, oi, vida real? Voltei.
sábado, 23 de maio de 2009
"que o seu silêncio fala alto"
O silêncio que fala, que berra, que joga respostas bem na nossa frente é, sem dúvidas, pior que a voz que não diz nada. E ele é rápido, é simples, machuca. Um recado de orkut não respondido, uma ligação não atendida, um retorno que não vem, um encontro onde não se fala o que precisa ser dito.
É infinitas vezes melhor a voz que diz alguma coisa. Mesmo que diga coisas densas, coisas que não são esperadas. Afinal, as palavras permitem uma tentativa de entendimento, de argumentação e debate. A conversa possibilita uma defesa, joga limpo. Já o silêncio arquiteta idéias que não são partilhadas, planeja fins que não são confrontados. Quando nenhuma coisa é dita, nada é combinado.
São silêncios que expressam recusa, desinteresse, verdades, lembranças e arrependimentos. Silêncio que grita no peito, que invade um olhar. Que anuncia o fim que está próximo, o fim que já chegou. Quantas coisas são ditas pelo silêncio. É tão alta a voz do silêncio que perturba, atormenta. O silêncio de um que prediz a derrota do outro.
E, convenhamos, como dói entender a mensagem que o silêncio berrou e escancarou a nossa frente.
É infinitas vezes melhor a voz que diz alguma coisa. Mesmo que diga coisas densas, coisas que não são esperadas. Afinal, as palavras permitem uma tentativa de entendimento, de argumentação e debate. A conversa possibilita uma defesa, joga limpo. Já o silêncio arquiteta idéias que não são partilhadas, planeja fins que não são confrontados. Quando nenhuma coisa é dita, nada é combinado.
São silêncios que expressam recusa, desinteresse, verdades, lembranças e arrependimentos. Silêncio que grita no peito, que invade um olhar. Que anuncia o fim que está próximo, o fim que já chegou. Quantas coisas são ditas pelo silêncio. É tão alta a voz do silêncio que perturba, atormenta. O silêncio de um que prediz a derrota do outro.
E, convenhamos, como dói entender a mensagem que o silêncio berrou e escancarou a nossa frente.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
indo e vindo infinito.
Decidi recriar a minha vida.
Vou mudar meus dramas, minha rotina, meus erros, os enfeites de lugar. Vou trocar a cor do meu quarto, minhas superstições, minha maneira de ver a vida. Vou mudar minha forma de escrever. Quero desescrever meus rabiscos e as tardes sem cor que eu passei aqui. Vou desentender tudo que já julguei entender e repensar. Vou trocar todos os segredos das fechaduras da minha alma e do meu coração. Vou mudar a cor do meu cabelo, as razões que me fazem chorar, os medos que me impedem de tentar. Estou desfazendo os bordados da minha vida, dando adeus a tudo e enterrando de vez o meu passado.
Estou dando todos os meus papéis antigos, recordações que me trazem coisas tristes e meus velhos moldes. Criando novas receitas e desmanchando o tempo que passou. Recontando os anos, os tombos, as faltas e deixando-os de lado. Estou me desfazendo da minha solidão, das minhas roupas usadas e do que eu já senti um dia.
Continuo de olhos abertos, de portas trancadas e de pés descalços. Assim vou vivendo sem todo o resto.
Vou atrás de mim.
E só volto quando me (re)encontrar!
Vou mudar meus dramas, minha rotina, meus erros, os enfeites de lugar. Vou trocar a cor do meu quarto, minhas superstições, minha maneira de ver a vida. Vou mudar minha forma de escrever. Quero desescrever meus rabiscos e as tardes sem cor que eu passei aqui. Vou desentender tudo que já julguei entender e repensar. Vou trocar todos os segredos das fechaduras da minha alma e do meu coração. Vou mudar a cor do meu cabelo, as razões que me fazem chorar, os medos que me impedem de tentar. Estou desfazendo os bordados da minha vida, dando adeus a tudo e enterrando de vez o meu passado.
Estou dando todos os meus papéis antigos, recordações que me trazem coisas tristes e meus velhos moldes. Criando novas receitas e desmanchando o tempo que passou. Recontando os anos, os tombos, as faltas e deixando-os de lado. Estou me desfazendo da minha solidão, das minhas roupas usadas e do que eu já senti um dia.
Continuo de olhos abertos, de portas trancadas e de pés descalços. Assim vou vivendo sem todo o resto.
Vou atrás de mim.
E só volto quando me (re)encontrar!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Toda vez que abro aqui para escrever, eu penso em um milhão de coisas que eu poderia falar, mas, sei lá, hoje, especificamente hoje, estou com vontade de falar sobre você, "véi". De contar que, por mais que você fale que não, eu continuo acreditando que o John Mayer é o cara e que fará sucesso por longos e prazerosos anos. Vontade de falar que eu sou teimosa mesmo, que claro que eu sei que estou 93,2% do tempo errada quando estamos discutindo, mas que discutir com você é uma das poucas coisas que me fazem sorrir de verdade. De gritar aqui para você e para quem quiser ouvir que eu não sou dona da verdade, que esse meu ar petulante é, na verdade, para esconder que eu não tenho certeza de metade das coisas que eu falo. Mas, eu sei, eu passo um ar de cult decadente como ninguém. De falar para você, mesmo que você já tenha percebido, que como qualquer ser humano, eu sou cheia de falhas, de imperfeições e eu erro demais. Meu Deus! Como eu erro. Mas que esses meus erros não são nada comparados a minha vontade de acertar. Hoje estou com vontade de contar que eu, por mais que não pareça, choro muito sempre que escuto "the blower's daughter", do Damien Rice ou aquela "where true love goes", do Yusuf Islam. Aliás, eu choro com mais outras milhares de músicas, mas eu citei essas aí porque foram as que tocaram enquanto eu pensava em escrever aqui. E sabe do que mais? Eu quero colocar aqui que eu adoro quando você me chama de "meu bem", mesmo sendo a coisa mais falsa dos últimos tempos. E eu adoro mais ainda falar que você é um dos melhores amigos que eu tenho, porque se você odeia esse vocativo de "amigo", quem dirá de "um dos melhores amigos". E eu fico muito, mas muito bem sempre que penso que eu ganho de você em tudo, seja na adedonha online, no campo-minado do msn, no truco ou nas nossas discussões. E que ver você é ótimo e me faz acreditar que pessoas paradoxais são bem mais interessantes que as comuns. Sabe, me deu uma vontade louca de contar um milhão de planos, histórias, lições que eu tenho desde que conheci você, mas, sei lá, me bateu uma preguiça tão grande e um pensamento de que é expor demais a minha vida aqui, que eu não vou contar. Você sabe bem como eu sou, não é? Na mesma hora que eu tenho um milhão de coisas para falar, eu não falo nada. Mas eu sei que você entende, do seu jeito, mas entende, que por mais que eu não fale, nem faça, nós, de algum modo, estamos conectados. E isso ficou muito confuso, mas, fala sério, se não ficasse confuso e cheio de lacunas, não seria um texto sobre nós. Putz! Esse "sobre nós" ficou muito casal. E, convenhamos, nós já fomos de quase tudo, menos um casal. Então, não seria sobre você. Ah! E eu também continuo achando que Los Hermanos voltando é muito massa e que isso não atrapalhará o que já foi produzido por eles. É, tenho dito!
=)
=)
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