terça-feira, 22 de setembro de 2009

é uma pena, mas...


Cansei de quem falta atenção, tempo, sinceridade. Cansei de quem repete as mesmas frases, erros e turmas. De quem mente para se esquivar da vida e de quem precisa do outro pra ser alguém ou que diminui alguém para se sentir melhor. Cansei de quem é sempre igual porque precisa pertencer a esse mundo. Cansei de quem segue os outros, admira os outros, quer ser igual aos outros. É, estou cansada de quem não se toca, não tem o senso do ridículo, combina roupas e pessoas erradas. Cansei de quem me faz acreditar que o melhor mesmo é seguir o fluxo, acompanhar a multidão, embalar-se na mesma embalagem. Cansei de quem coleciona quantidade e conta sorriso como quem conta cifrões. Cansei de quem quer ser mais mulher com um copo de vodka na mão ou mais homem com um cigarro no meio dos dedos. Cansei de tanta gente vazia, que não arrisca, que não se movimenta e que não se permite. Cansei de quem encara a vida como um jogo.


P.s.: "...e eu me sinto uma imbecil, repetindo, repetindo, repetindo, como num disco riscado, o velho texto batido dos amantes mal-amados, dos amores mal-vividos..."

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

turbilhão


Engraçado como as pessoas se afastam, crescem para os lados, mudam de cidade. Costume, rotina, tédio. Novas vontades, idéias e planos. No fim, é bom poder sentar e rir, tirar um sarro de tudo que deu errado. Fazer o que? Mas, cá entre nós, é muito triste rir de algo que podia ter sido. É, podia. Mas não foi!

P.s.: "Um band-aid no coração, um sorriso nos lábios - e tudo bem".

sábado, 19 de setembro de 2009

"É inegavel como a verdade pode ser brutal às vezes. Só dá pra admirá-la. Geralmente passamos a vida acreditando em nós mesmos. 'Eu tô bem', dizemos. 'Tá tudo bem'. Mas às vezes a verdade pega no pé e não tem santo que faça desgrudar. É aí que percebemos que às vezes ela nem chega a ser uma resposta,mas sim uma pergunta. Mesmo agora,estou aqui pensando até que ponto minha vida é convincente."

Eu sou o mensageiro, de Markus Zusak

domingo, 13 de setembro de 2009

abstrair way of life!

Sabe, dá uma vontade de mandar meio mundo se ferrar, correr para minha casa, me trancar no quarto pra ver tv o dia todo e não pensar em nada. É, eu confesso que não é essa realidade que eu esperava viver. E isso de esperar alguma coisa sempre fode com tudo. Quem sabe isso mude. Talvez. Quem sabe alguém corra pra minha vida e me leve daqui sem nem tocar a campainha antes. Talvez alguém pule esse muro que me separa da realidade e segure a minha mão bem forte, pra nunca mais querer largar. Ou, sei lá, talvez eu só precise de uma noitada daquelas, umas férias por tempo indeterminado e um novo motivo pra fazer planos. Porque eu sei que a realidade que eu tanto quis está afundada há tempos em um copo qualquer de cachaça por aí. E virou sonho. Só sonho!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

let's play!

Não gosto de situações cômodas, apesar de fazer parte delas. Sempre preferi incertezas, juntar peças e ver o que se encaixava ao final. Já faz algum tempo que tento colocar algumas peças em seus devidos lugares, porém a cada dia que passa esse quebra-cabeça parece não ter um fim. E como a minha personalidade me entrega, esse meu jeito impaciente de ser, nos últimos dias, fechei uma caixa com essas peças dentro e disse "tanto faz", "já não estou mais nem aí".
Só que, mais uma vez, o meu jeito me entregou. Não consigo sair perdendo em um jogo. Especialmente em jogos assim, em que regras não existem. Não adianta tentar fugir ou me enganar, como deixar para trás algo que não consegui por completo? Não faz sentido. Sai correndo, busquei a caixa com todas as peças mal encaixadas, e disse a mim mesma que terminaria o que deveria ter sido feito há tempos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

organiza(n)do.

Minha vida, na maioria dos dias, é como um pilha de latas em uma seção de supermercado. Sempre tudo em ordem, as latas todas empilhadas umas em cima das outras. Organizadas e alinhadas. Vez ou outra, porém, vem um menino arteiro e tira uma das latas de baixo da minha pilha de latas. A do meio! E, em questão de segundo, está tudo no chão. Impossível manter a pilha alinhada. É, está tudo desorganizado por aqui. Ando triste. A criança teimosa passou por aqui um dia desses e levou o que queria. Tirou uma lata e foi embora. Sei que vou ficar bem. As coisas sempre se ajeitam. Mas dá um trabalho danado organizar tudo de novo. Ter de pegar lata por lata e empilhar tudo de novo. Uma a uma.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

"Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir o nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar..."

Caio Fernando Abreu, sempre.