terça-feira, 22 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
simples!
"Sem explicação, ordem e motivo, me arde uma alegria, que não aceita ser felicidade, porque a felicidade é uma palavra muito longa e a alegria tem pressa. Não sei se é uma alegria herdada, uma alegria que esbarrou em mim e que me salvou de ter pensado demais para devolvê-la. Uma alegria que é muscular, como se o ar fosse uma guitarra encordoando o ar, e houvesse um amor me pedindo para falar baixo nos ouvidos ou uma criança me chamando pelo apelido que esqueci. Uma alegria sem dono, que poderia ser uma ovelha de água, uma orelha de mar, um poço com hálito de café, uma figueira entranhada de pedras, o barulho alaranjado do portão que denuncia a visita, a tosse do fogo, as ervas e suas cartas datilografadas sem acento. Uma alegria de deitar na grama e sentir que está molhada e não se importar com a roupa orvalhada e não se importar com a hora e com os modos, uma alegria que é inocência, mas sem culpa para acabá-la. Uma alegria que é descobrir os objetos no escuro. Uma alegria repentina, que me faz entortar o rosto para rir, que não me faz pôr a mão na boca com medo dos dentes, que me impede de me proteger. Uma alegria como um tapete que fica somente curtido no centro. Uma alegria de ficar com pena dos anjos e de suas asas pesadas como duas montanhas nas costas, suas asas como dois irmãos brigando em dia de chuva. Uma alegria de barca, que é empurrada ao seu início. Uma alegria de perceber que quanto mais gasto o tempo com os outros mais sobra para mim. Alegria de vida barata e da morte cara. Uma alegria sem saber para que serve, para onde vai, com as iniciais de xícara antiga. Uma alegria que não volta para a estante porque não saiu de nenhum livro lido. Uma alegria que se antecipa e faz sala ao quarto. E quase me faz acreditar que sou possível."
Fabrício Carpinejar
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
smile for me.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
em ritmo de férias!
sábado, 12 de dezembro de 2009
esquecer lembrando.

sabe quando você tem aquela sensação de que está esquecendo alguma coisa, mas não volta para conferir e, quando se dá conta, você realmente esqueceu uma coisa muito importante? pois é! o pior de tudo é quando você volta para buscar a coisa e ela não está mais lá. a gente fica com uma cara de tacho, né?
p.s.: um beijo com cara de tacho pra vocês! :*
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
das minhas lembranças
Deitada no meu quarto de todos os dias tive saudade dos meus sonhos. Daqueles bem óbvios, dos possíveis.
Lembrei que já julguei ter laços resistentes ao vento, mas que se perderam com a primeira ventania que veio. E lembrei das vezes em que tive forçar pra mudar o mundo. E não mudei.
Lembrei que já julguei ter laços resistentes ao vento, mas que se perderam com a primeira ventania que veio. E lembrei das vezes em que tive forçar pra mudar o mundo. E não mudei.
Lembrei das inúmeras vezes que falei quando deveria ter me calado. E de outras em que fiquei calada quando o mais certo era ter "rasgado o verbo".
Lembrei de todas as desculpas que usei pra não ligar, pra não mandar o que tinha escrito. E de tantas outras que inventei pra não dizer que gostava, que gostei. E dos perdões que não dei. E dos que não pedi.
Lembrei das inúmeras razões que criei pra não ir embora e das outras que acreditei pra poder ficar.
Lembrei do tempo em que o tempo não passava. E que tudo parecia estar exatamente igual.
E foi lembrando que vi chegar ao fim mais um dia. Um dia normal. Um dia apenas com um bocado de sonhos adormecidos.
P.s.: João Paulo, um beijo!
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