sempre fui boa quando o assunto era se desapegar, se desprender, jogar fora, abstrair. sério! nunca tive dificuldades em dar roupas, sapatos, jogar fora cartas, apagar conversas bobas. mas (esse mas sempre complica nossas vidas, já viram?) não tá sendo fácil jogar você fora da minha vida não. prometo que já tentei de tudo. só falta apelar pra búzios, tarôs, mantras... porque tudo que é convencional eu já fiz. e não deu certo! acho que é esse o seu problema: o seu prazo de validade na minha vida não vence. ou está vencido e eu não estou sabendo ver. ou não quero ver. sei lá! só sei que não é mole não, viu? mas prometo continuar com a faxina aqui. e separei uma caixinha bem bonitinha pra você. talvez seja isso, eu não preciso te jogar fora, só te deixar guardadinho. bem escondidinho.
mas (de novo, atrapalhando) quem é que vai me convencer a não mexer nessa caixinha todo dia? a todo dia olhar pra caixinha, destampar e deixar com que você entre e mude tudo aqui dentro?
pois é! vai saber. então, que venha 2010 e todas as respostas. ou mais perguntas. vai saber!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
no sense
Confesso que esse finalzinho de ano está me deixando ansiosa como nunca fico. Sério, sempre acho super normal mudanças de ano. Mas essa mudança 2009/2010 está me deixando curiosa, angustiada e cheia de planos. Curiosa com o que está por vir, angustiada com o que tem que ser deixado para trás - aquelas tradicionais faxinas no guarda-roupas, no coração e na alma - e cheia de planos bons pra 2010. Até aquelas listinhas de metas eu já fiz, acreditam? Acrescentei aos tradicionais planos - mais estudos, mais seriedade, ser uma pessoa melhor - algumas coisinhas que nunca tinha parado pra pensar... Decidi que em 2010 eu quero brigar menos. É, fui olhar o meu história de discussões e, putz, quanta coisa inútil. E também quero escrever mais. Não só aqui, mas coisas diferentes, como por exemplo, sobre a sociedade de corte na idade moderna. Aham, quero escrever um artigo sobre isso. Incluí também nos meus planos para 2010 perder menos tempo na internet. Dei atenção demais a coisas bestas aqui na internet e, quer saber? Não valeu a pena! Faz parte das metas esquecer também as coisas que não valeram a pena em 2009. Mas essa eu já sei que é muito difícil de cumprir. Convenhamos, tem coisa mais complicada que esquecer? Especialmente quando se é teimosa e não se quer esquecer. Ah, mas pera aí, isso aqui tá muito final de ano. E nem é Natal ainda. Aliás, é véspera de Natal. Véspera de Natal me deixa meio esquisita, com vontade de abraçar muita gente e desejar coisa boa. Vou parar de falar de 2009/2010. E nem vou falar de Natal. Esse tipo de texto é, geralmente, bom quando escrito por quem sabe. E eu não sei. Gosto daqui só pra escrever coisinhas bestas. E sempre acabo falando demais e demais, percebem? Enfim, deixe-me encurtar esse texto... E tentar dar algum sentido a ele (com carinha de Oo') . Então, a todos um Feliz Natal. Que seja realmente um (re)nascimento de Deus em nossas vidas e que Ele nos ilumine e nos conceda serenidade e paz. E um Feliz Ano Novo (com maísculas mesmo) a vocês. Que fiquem as boas lembranças, a saudade de 2009 e que entrem em 2010 ainda mais abençoados e iluminados.
É isso, amados.
Um beijo a todos, vejo vocês em 2010.
=*
É isso, amados.
Um beijo a todos, vejo vocês em 2010.
=*
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
simples!
"Sem explicação, ordem e motivo, me arde uma alegria, que não aceita ser felicidade, porque a felicidade é uma palavra muito longa e a alegria tem pressa. Não sei se é uma alegria herdada, uma alegria que esbarrou em mim e que me salvou de ter pensado demais para devolvê-la. Uma alegria que é muscular, como se o ar fosse uma guitarra encordoando o ar, e houvesse um amor me pedindo para falar baixo nos ouvidos ou uma criança me chamando pelo apelido que esqueci. Uma alegria sem dono, que poderia ser uma ovelha de água, uma orelha de mar, um poço com hálito de café, uma figueira entranhada de pedras, o barulho alaranjado do portão que denuncia a visita, a tosse do fogo, as ervas e suas cartas datilografadas sem acento. Uma alegria de deitar na grama e sentir que está molhada e não se importar com a roupa orvalhada e não se importar com a hora e com os modos, uma alegria que é inocência, mas sem culpa para acabá-la. Uma alegria que é descobrir os objetos no escuro. Uma alegria repentina, que me faz entortar o rosto para rir, que não me faz pôr a mão na boca com medo dos dentes, que me impede de me proteger. Uma alegria como um tapete que fica somente curtido no centro. Uma alegria de ficar com pena dos anjos e de suas asas pesadas como duas montanhas nas costas, suas asas como dois irmãos brigando em dia de chuva. Uma alegria de barca, que é empurrada ao seu início. Uma alegria de perceber que quanto mais gasto o tempo com os outros mais sobra para mim. Alegria de vida barata e da morte cara. Uma alegria sem saber para que serve, para onde vai, com as iniciais de xícara antiga. Uma alegria que não volta para a estante porque não saiu de nenhum livro lido. Uma alegria que se antecipa e faz sala ao quarto. E quase me faz acreditar que sou possível."
Fabrício Carpinejar
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
smile for me.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
em ritmo de férias!
sábado, 12 de dezembro de 2009
esquecer lembrando.

sabe quando você tem aquela sensação de que está esquecendo alguma coisa, mas não volta para conferir e, quando se dá conta, você realmente esqueceu uma coisa muito importante? pois é! o pior de tudo é quando você volta para buscar a coisa e ela não está mais lá. a gente fica com uma cara de tacho, né?
p.s.: um beijo com cara de tacho pra vocês! :*
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
das minhas lembranças
Deitada no meu quarto de todos os dias tive saudade dos meus sonhos. Daqueles bem óbvios, dos possíveis.
Lembrei que já julguei ter laços resistentes ao vento, mas que se perderam com a primeira ventania que veio. E lembrei das vezes em que tive forçar pra mudar o mundo. E não mudei.
Lembrei que já julguei ter laços resistentes ao vento, mas que se perderam com a primeira ventania que veio. E lembrei das vezes em que tive forçar pra mudar o mundo. E não mudei.
Lembrei das inúmeras vezes que falei quando deveria ter me calado. E de outras em que fiquei calada quando o mais certo era ter "rasgado o verbo".
Lembrei de todas as desculpas que usei pra não ligar, pra não mandar o que tinha escrito. E de tantas outras que inventei pra não dizer que gostava, que gostei. E dos perdões que não dei. E dos que não pedi.
Lembrei das inúmeras razões que criei pra não ir embora e das outras que acreditei pra poder ficar.
Lembrei do tempo em que o tempo não passava. E que tudo parecia estar exatamente igual.
E foi lembrando que vi chegar ao fim mais um dia. Um dia normal. Um dia apenas com um bocado de sonhos adormecidos.
P.s.: João Paulo, um beijo!
sábado, 21 de novembro de 2009
"no surprises and no alarm"
Eu sempre acredito que amanhã será o dia de mudar tudo de uma vez, de me assumir sem lacunas ou dúvidas, por completo mesmo. Só que o amanhã chega e me bate uma preguiça gigante de sair do meu espaço de conforto, porque é certo - ou quase certo - que ninguém vai entender o que eu quero dizer. E me dá um medo imenso de encarar o que é definitivo. E também porque é mais fácil, convenhamos, reclamar da vida do que torná-la mais leve e mais fácil. Hoje eu sinto saudade e nem sei dizer ao certo do que. É uma aflição louca, um mistura de vontade de chorar baixinho e sorriso escandaloso. Eu não sei enumerar meus motivos, mas alguma coisa me falta. Não sei se é só drama, mas as vezes sinto mesmo uma necessidade de alguma coisa que não sei citar. E Eu crio mil planos pra mim e eu mesma boicoto todos eles. A vida é tão cheia de ciclos e fases, não é? E eu me agarro desesperadamente ao conhecido. Eu evito mudanças drásticas, sabendo que são meus impulsos mais interessantes e busco o conforto da mesmisse. É ridículo, eu sei. Mas não há surpresas.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
do meu pensamento.

Vim para casa hoje pensando em tudo o que estava acontecendo na minha vida. E esse tudo dá idéia de uma alguma coisa muito vasta e complexa. Mas, na verdade, anda tudo muito tranquilo por aqui. Uma vontade imensa de cuidar mais de mim. O desejo de ser melhor para mim, melhor para os outros. Anda tudo muito tranquilo. Uma paz que parece não querer ter fim. Uma sensação de equilíbrio impagável. É, anda tudo muito tranquilo, pensei mais uma vez. Ando com umas expectativas boas, deixei alguns medos para trás, estou arriscando mais e até errando mais. E isso tem me feito muito bem. Errar não significa ser pior ou menos capaz. E aprendi a assumir meus erros. Isso também me fez um bem danado, por incrível que pareça. Estou tendo dias lindos. Mesmo que esteja quietinha, sem muito alarde e sem muita movimentação. Tenho escutado mais músicas que o normal - quase o dia todo, confesso -, lido mais que o normal e perdido menos tempo com superficialidades que antes eram necessárias.
Não estou passando por uma semana confortável, é verdade. Pensei em como toda essa correria da faculdade estava me afetando. E resolvi me abster das consequências ruins. Toda a tranquilidade que estava sentido não podia ser perdida por conta de uma semana mais corrida ou um problema mais complicado de se resolver. Decidi, então, considerar somente os bons frutos que essa correria toda daria. E vem dando. E dará! Não que esteja lendo auto-ajuda ou fazendo algum tipo de teste "viva a vida somente pelo lado bom", mas tenho percebido que não vale a pena ficar preso a pequenos deslizes e probleminhas pequenos (para enfatizar que é coisa pouca mesmo).
E não sei ao certo o porque de toda essa sensação boa, mas a vontade que tenho aqui dentro é de sair dando abracinhos e beijinhos em todos que me fazem bem. Mas ando corrida, como disse aqui. Então, queridos daqui, sintam-se abraçados e beijados. Quero contagiá-los com toda a minha ternurinha boa. E quero, acima de tudo, me deixar contagiar por todas as vibrações boas que venho recendo.
Um beijo aos que leem. E um beijo aos que talvez nunca lerão aqui, mas que me fazem um bem sem tamanho. Especialmente aqueles dos sorrisos bonitos e das panturrilhas malhadas! Brincadeiras a parte, boas vibrações e meus melhores sorrisos a todos que tem feito da minha vida um pouco mais colorida.
P.s1.: Sempre me arrependo desses posts que contam coisas sem muito sentido aparente. Mas precisava mesmo escrever algo aqui. E deixar um pouquinho de amor para os que estão abertos a ele!
P.s.2: SAUDADES!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
go ahead... and smile!

Confesso, me sinto muito idiota alguns dias da minha vida. O que posso fazer, no entanto, é olhar no espelho e dizer: ei, é assim mesmo. Felicidade não existe pra quem fica refletindo sobre o enorme abismo que ela representa. Enquanto não dá pra dormir tranquilo, durma preocupado mesmo. Enquanto não tem grana pra tudo, finge que deu tudo certo, aperta de um lado e malabariza de outro. Enquanto não dá pra ser quem a gente quer e, enquanto não nos livramos de todas as expectativas que criamos sobre nós mesmos, deixemos as cascas se incorporarem à identidade. Só me atendo ao que é essencial — continuar, simples assim. O resto é resultado. E seria de qualquer forma, mesmo se nos entregássemos à tristeza.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Essa moça tá diferente!
Andei meio ocupada ultimamente e, confesso, com uma preguiça imensa de vir aqui. Mas estava, hoje, ouvindo música (Corcovado, para ser mais específica) e me dei conta da saudade que estava daqui. Acho que é porque aqui, nesse lugarzinho tão besta, eu posso me encontrar com pessoas tão difíceis de se encontrar e posso, acima de tudo, me encontra. E me perder. Me perder em um mundo que não é o meu mundo de todos os dias mas que, de certa forma, faz parte de mim. Complicado, eu sei. Mas é que deu saudade mesmo. E eu não sei sobre o que vou falar, porque eu não quero falar do Caetano Veloso e seus Leõezinhos. Nem quero falar de saudade, de vontade e de receios. Não quero falar de rotinas e nem descrições sobre expectativas futuras. Acho que quero falar sobre agora. Falar de "João e Maria", que está tocando aqui, de como é linda essa música e de como eu queria que alguém tivesse escrito essa música pra mim. Ah, mas que pretensão, concordo. Mas que dá vontade de ouvir alguém de um sorriso lindo falando bem baixinho: "e pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz", ah, isso dá, né? E que vontade maior ainda de fugir pra algum lugar bem longe daqui. E nunca ter que dizer que "era fatal que o faz-de-contas terminasse assim". É, acho que já vou indo. E me aproveitando do Chico de novo:
Com açúcar, com afeto.
Com açúcar, com afeto.
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados também bate um coração.
(Desafinado - Tom Jobim)
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados também bate um coração.
(Desafinado - Tom Jobim)
terça-feira, 20 de outubro de 2009
(in)terno.
Ultimamente ando guardada em mim mesma. Fico ali contando as minhas levezas, medindo gestos, analisando situações e buscando novos jeitos de me esconder. E ando cheia de fé. Estou dando mais atenção a pequenas coisas e alegriazinhas miúdas. Aqueles medos, antes insones, estão desaparecendo aos poucos. Tenho me emocionado com facilidade e ido a Igreja, chorando baixinho e só para mim.
Remexo nas distâncias - reais ou não -, mas sem deixar com que isso me entristeça. Comecei a falar um pouco de sentimento, mas de forma bem sutil, que é pra não me perder. Mas acabo, como sempre, me embolando nas palavras. Ouço "String quartet", penso em coisas tão doces, tão suaves e deito na cama imaginando um mundo só meu.
Recuso mesquinharias. E continuo não gostando de poesias que rimem "viver" com "sofrer". Tento não falar coisas do tipo "tenhosaudadedevocê", desse meu jeito meio bobo de ver as coisas e controlar os meus impulsos negativos.
É, anda tudo tranquilo. Tenho achado bonito olhar para o céu e fazer planos de um futuro bom. Do meu bolso, enquanto caminho, caem pequenas ternurinhas e prazeres. E tenho achado gostoso lembrar de pedaços da minha vida, aquela primeira paixãozinha, uma decpeção boba, que hoje é motivo de risada, aquele amor medido em conta-gotas, enfim, tenho me distraído com bobeirinhas passadas.
Gosto de amar baixinho, sem grandes e efusivas declarações. Acho que o mais bonito corre dentro de nós. Nunca precisei de grandes motivos para sorrir. Sempre acho graça das coisas mais normais e acho lindo tudo que é simples, especialmente uns certos sorrisos que recebo. É engraçado como tudo se encaixa no delicado e no pequenininho. E, às vezes, nem nos damos conta disso.
Já passa da meia noite e estou aqui no meu quarto pensando em como tudo isso sempre foi o que eu quis dizer e nunca tinha conseguido. Talvez por medo, por alguma coisa já estabelecida, não sei. Mas é bom ver que eu não sou tão complicada como me pintam. É bom saber que existe, além dessa imagem auto-suficiente, uma menina tão simples, que é capaz de se perder com o barulho da chuva e passar horas e horas pensando em como vai ser quando ela terminar a faculdade. É simples demais, por mais que essas palavras estejam desconexas, é simples demais o conforto que me traz estar aqui, dentro de mim.
E, sabe o que é melhor? Amanhã faz sol!
Recuso mesquinharias. E continuo não gostando de poesias que rimem "viver" com "sofrer". Tento não falar coisas do tipo "tenhosaudadedevocê", desse meu jeito meio bobo de ver as coisas e controlar os meus impulsos negativos.
É, anda tudo tranquilo. Tenho achado bonito olhar para o céu e fazer planos de um futuro bom. Do meu bolso, enquanto caminho, caem pequenas ternurinhas e prazeres. E tenho achado gostoso lembrar de pedaços da minha vida, aquela primeira paixãozinha, uma decpeção boba, que hoje é motivo de risada, aquele amor medido em conta-gotas, enfim, tenho me distraído com bobeirinhas passadas.
Gosto de amar baixinho, sem grandes e efusivas declarações. Acho que o mais bonito corre dentro de nós. Nunca precisei de grandes motivos para sorrir. Sempre acho graça das coisas mais normais e acho lindo tudo que é simples, especialmente uns certos sorrisos que recebo. É engraçado como tudo se encaixa no delicado e no pequenininho. E, às vezes, nem nos damos conta disso.
Já passa da meia noite e estou aqui no meu quarto pensando em como tudo isso sempre foi o que eu quis dizer e nunca tinha conseguido. Talvez por medo, por alguma coisa já estabelecida, não sei. Mas é bom ver que eu não sou tão complicada como me pintam. É bom saber que existe, além dessa imagem auto-suficiente, uma menina tão simples, que é capaz de se perder com o barulho da chuva e passar horas e horas pensando em como vai ser quando ela terminar a faculdade. É simples demais, por mais que essas palavras estejam desconexas, é simples demais o conforto que me traz estar aqui, dentro de mim.
E, sabe o que é melhor? Amanhã faz sol!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
walk away!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
i gotta a feelin'
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
the good times gonna come!
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